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OBSERVANDO O CÉU

O céu em Dezembro e Janeiro

Nestas noites de verão, no hemisfério sul, temos a oportunidade de ver a mais bela das constelações, Orion. Estamos bem situados em nossa latitude para observar esta constelação que, em janeiro, se encontra a leste do meridiano, atravessando o equador celeste. Pela facilidade em localizá-la, é a melhor constelação para ser observada por aqueles que se iniciam no estudo das maravilhas do céu.

Orion é formada por sete estrelas principais, dispostas de tal maneira que as quatro de primeira magnitude formam um grande trapézio em cujo centro se acham outras três, de segunda magnitude. Estas três estrelas brilhantes, igualmente espaçadas em linha reta, constituem o Cinturão do Caçador ou, como são chamadas, na linguagem popular, as Três Marias. As quatro estrelas que formam o trapézio são: Alfa de Orion (Betelgeuse), o ombro direito do Orion; Gama de Orion (Bellatrix), o ombro esquerdo; Beta de Orion (Rigel), o pé direito, e Kapa de Orion (Saiph), o joelho. Como esta constelação foi imaginada pelos povos do hemisfério norte, a cabeça de Orion, formada por Lambda de Orion, está dirigida para o norte, de modo que o Caçador é visto de cabeça para baixo pelos habitantes do hemisfério sul.

As Três Marias, isto é, Delta de Orion (Mintaka), Epsílon de Orion (Alnilam) e Zeta de Orion (Alnitaka), constituem uma das mais belas visões do céu austral. Mintaka é uma bela estrela dupla, de fácil observação com o auxílio de um binóculo. O brilho das suas componentes é de segunda magnitude, estando distanciadas de 52 segundos.

Orion é constituída de algumas das mais interessantes estrelas e nebulosas. Betelgeuse é uma das maiores estrelas brilhantes. O seu diâmetro é de 250 vezes o do Sol. Betelgeuse não pertence, realmente, ao grupo de Orion; está, aproximadamente, a 200 anos-luz, enquanto os outros membros de Orion estão a mais de 600 anos-luz de nós. Betelgeuse é uma variável cujo brilho varia de maneira semirregular. Beta de Orion, ou Rigel, é uma estrela azul-esbranquiçada da classe B, portanto uma estrela quente. A sua temperatura superficial é de 13.500º centígrados. Possui uma companheira azul de sétima magnitude a uma distância de nove segundos, que pode ser vista com um pequeno telescópio de 5 cm de abertura.

Não muito afastado de Zeta de Orion encontra-se Teta de Orion, junto da qual está a grande nebulosa de Orion, imensa massa de gás em expansão dentro da Galáxia, e uma das raras nebulosas que se pode ver a olho nu. Vista ao telescópio, ou mesmo com um binóculo, parece uma nuvem difusa de coloração azul-esverdeada que emite uma luz brilhante. Observando-a, temos a atenção voltada para a estrela Teta de Orion, que se compõe de seis pares de estrelas, quatro dentre as quais formam um trapézio imaginário facilmente observável em modestos telescópios.

A noroeste estão Pegaso e Andrômeda. Uma parte da constelação de Pegaso é visível acima do horizonte norte. Alfa de Perseu (Mirtaka) é nítida no horizonte. Ë uma estrela supergigante de segunda magnitude, cercada por inúmeras estrelas mais fracas; vista com o auxilio de um pequeno telescópio, Mirtaka aparece como o centro de um aglomerado estelar aberto.

Beta de Perseu fica a sudoeste de Mirtaka. Constitui a famosa estrela variável Algol, provavelmente a melhor conhecida das binárias eclipsantes. Neste sistema, duas estrelas movem-se em órbita em torno de um centro de gravidade comum, de tal maneira que uma eclipsa parcialmente a outra. O período de Algol é de 2 dias, 20 horas e 49 minutos de um brilho máximo ao outro. Por 2 dias e 11 horas, a magnitude do sistema permanece aproximadamente constante, igual a 2,2. Então, em cerca de 5 horas, Algol decresce de brilho, atingindo a magnitude de 3,5. Em seguida, o brilho começa a aumentar, atingindo, ao fim de 5 horas, a magnitude original. Estas flutuações de brilho são de fácil registro a vista desarmada, pela comparação do brilho de Algol com o da estrela vizinha Rô de Perseu. Normalmente Beta de Perseu é mais brilhante, mas durante o eclipse ela se torna tão fraca quanto Rô de Perseu.

Ao sul de Pegaso fica a constelação de Touro, notável por possuir dois belos aglomerados, ambos visíveis a olho nu, as Hyades e as Plêiades.

O aglomerado das Hyades tem a forma semelhante a um triângulo. O vértice sul é formado pela estrela de terceira magnitude Gama do Touro, o da esquerda pela estrela Epsilon do Touro, e o da direita pela estrela Alfa do Touro (Aldebarã). Aldebarã é uma estrela-gigante de classe espectral K, com um diâmetro de 35 vezes o do Sol. Entre Aldebarã e Gama do Touro está uma estrela dupla visível a olho nu: Teta do Touro. Próximo a Zeta do Touro está a célebre nebulosa do Caranguejo (Messier 1), formada pelos gases remanescentes da supernova observada pelos chineses em 1054.

A oeste do Touro, encontramos o mais famoso de todos os aglomerados abertos, as Plêiades, ou o Enxame de Abelhas dos nossos índios. Seis estrelas deste aglomerado são facilmente vistas sem nenhum auxílio ótico. Algumas pessoas chegam a registrar sete ou até mesmo dezenove. As sete estrelas mais brilhantes são respectivamente denominadas: Alcyone, Merope, Electra, Celaeno, Taygeta, Maia e Asterope. As Plêiades estão imersas em uma matéria nebulosa que as torna um dos mais belos objetos do céu, mesmo quando observadas com uma pequena luneta.

Se traçarmos uma linha reta imaginária que passe pelas Plêiades, ao norte, e pelas Três Marias, ao sul, teremos indicada a posição da constelação do Cão Maior. Tal asterismo é notável, porque contém a mais brilhante estrela do céu: Sirius (Alfa do Cão Maior). Estrela branca, do tipo A, Sirius tem uma temperatura de cerca de 10.000º centígrados. Está relativamente próxima de nós; cerca de oito e meio anos-luz. Sirius tornou-se um objeto de grande interesse quando da descoberta de sua companheira, muito notável, e cuja presença, revelada de início por oscilações em seu movimento, foi depois confirmada visualmente por Alvan Clark, quando testava a grande objetiva da luneta principal de Dearborn. A princípio, Alvan pensou que a imagem secundária junto a Sirius fosse um defeito da objetiva.

Esta companheira de Sirius descreve uma órbita em quase 50 anos, e a determinação de sua massa provocou uma surpresa: sua densidade era da ordem de 170.000, isto é, um centímetro cúbico deveria ter uma massa de 170 quilogramas - caso oposto ao das gigantes, como Betelgeuse. Como era branca, e não era nem muito fria, nem vermelha, e não seguisse a série principal, descobriu-se que constituía um novo tipo de estrela: o das “anãs brancas”.

O Cão Maior contém campos surpreendentes para um binóculo. Nas proximidades da estrela amarela Delta do Cão Maior encontram-se sete pequenas estrelas que formam um semicírculo. Sobre a linha Sirius-Delta do Cão Maior, há uma estrela dupla brilhante e afastada, visível a olho nu: Omicron do Cão Maior. No alinhamento de Sirius e Omicron veremos uma pequena nebulosidade. É o aglomerado Messier 41, conhecido desde a Antiguidade pelos gregos.

A oeste, e a meio caminho da região sul de Orion e do Cão Maior, está a constelação da Lebre. Ainda que pequena, constitui um grupo notável, que tem a forma de uma cadeira. Os árabes a chamavam de Trono de Orion. Gama do Cão Maior é uma bela estrela dupla, de terceira e sexta magnitudes, distanciada a 90 segundos, e que pode ser separada facilmente, quando observada em binóculo.


O céu em Fevereiro e Março

Nos meses de fevereiro e março o céu apresenta um reluzente espetáculo: brilham as mais importantes constelações. Vinte e duas das trinta estrelas mais brilhantes do céu, dentre elas as duas mais notáveis (Sirius e Capella) estão visíveis. É a única época do ano em que a luz artificial das grandes cidades não ofusca a beleza do céu.

Ao norte, baixo no horizonte, vemos Auriga, o Cocheiro, constelação conhecida desde a mais remota antiguidade. Alfa de Auriga (Capella), com a sua coloração amarela, pertence ao tipo espectral G, como o Sol; Capella é, depois de Sirius, a estrela mais brilhante do céu. Auriga é um asterismo facilmente reconhecível, pelo pentágono que forma com as estrelas Alfa de Auriga (Capella), Beta de Auriga, Iota de Auriga, Teta de Auriga e a intrusa Beta do Touro. Durante muito tempo Beta do Touro foi considerada como Gama de Auriga.

As duas estrelas de primeira magnitude, a noroeste do Touro e de Auriga, são Castor e Pollux, respectivamente as estrelas alfa e beta da constelação dos Gêmeos. É importante ressaltar que, a estrela mais brilhante da constelação dos Gêmeos não é Castor (Alpha Geminorum), mas Pollux (Beta Gemi­norum). O aspecto geral desta constelação é o de um grande retângulo paralelo à eclíptica, em cujos vértices estão as estrelas Alfa, Beta, Gama e Delta de Gêmeos.

Castor (Alfa dos Gêmeos) é uma das mais belas estrelas sêxtuplas. As principais componentes de Castor, observáveis com uma pequena luneta, são de segunda e terceira magnitude. O terceiro componente deste sistema é uma estrela muito fraca, de nona magnitude. Castor constitui uma tripla visual, da qual as duas primeiras componentes são por sua vez binárias espectroscópicas e a terceira uma dupla fotométrica, constituindo assim, uma estrela sêxtupla.

Um pouco a noroeste de Eta dos Gêmeos está um belo aglomerado perceptível a olho nu, mas um espetáculo magnífico visto com o auxilio de um telescópio, ou mesmo com um binóculo. É o aglomerado de Messier 35.

A leste dos Gêmeos está a constelação de Câncer. Entre as estrelas Gama e Delta de Câncer, durante as noites límpidas e sem Lua e longe da luz das cidades, será fácil distinguir uma região leitosa, conhecida desde a Antiguidade pelo nome de Presépio. Este aglomerado, Messier 44, que foi um dos primeiros a receber o nome impróprio de nebulosa, teve a sua natureza determinada por Galileu que, com sua luneta, descobriu que era composto de mais de 150 estrelas.

Alfa de Câncer é uma conhecida estrela dupla, mas a sua duplicidade só pode ser verificada por intermédio de um telescópio. À esquerda da Alfa de Câncer pode-se observar, com um pequeno binóculo, uma tênue nebulosidade. É o aglomerado Messier 67, composto de mais de 200 estrelas.

Iota de Câncer é uma interessantíssima dupla quando observada num binóculo, pois uma das estrelas é azulada e a outra alaranjada, respectivamente, de quarta e de sexta magnitude.

Entre o Cão Maior e Cão Menor está a constelação de Monoceros, o Unicórnio, formada por estrelas de fraca magnitude. Abaixo de Monoceros está a pequena constelação do Cão Menor. Alfa do Cão Menor (Procion) é uma brilhante binária, situada à distância de dez anos-luz. Entretanto, é muito difícil observar sua companheira, de décima terceira magnitude.

Na região sudeste do céu está a constelação do Navio. Pelo fato de cobrir uma parte do céu tão extensa, tornou-se bastante difícil identificar as suas principais estrelas. Para contornar tal dificuldade o asterismo foi dividido em Carina, Puppis e Vela. A mais brilhante estrela do grupo é Alfa de Carina, também chamada Canopus. Esta constelação possui, além desta, um grande número de estrelas brilhantes. Há, entretanto, dois objetos de interesse especial. Um deles é a Gama de Vela e outro Eta de Carina.

Gama de Vela é uma estrela de segunda magnitude com dois companheiros, de sexta e oitava magnitude. Se a observarmos com o auxílio de um telescópio, iremos encontrar mais quatro estrelas, de nona magnitude. O grande interesse deste sistema não reside somente no fato de ser um sistema múltiplo, mas no de Gama de Vela ser a única estrela conhecida que apresenta um espectro contínuo. Ela pertence à classe espectral O. Com o auxilio de um pequeno instrumento munido de um espectroscópio estaremos aptos a observar este belo espectro.

O outro objeto é a estrela variável Eta de Carina, que explodiu em 1843, tornando-se tão brilhante quanto Sirius, tendo permanecido assim por 10 anos. Desde então começou a diminuir de brilho, até que nos últimos cinquenta anos tornou-se tão fraca que dificilmente podemos observá-la a olho nu. Esta estrela tem outro interesse particular: nas suas vizinhanças encontra se uma magnífica nebulosa, o Buraco da Fechadura, descoberta por John Herschel, que a observou pela primeira vez em 1835, no Cabo da Boa Esperança. Mesmo com um pequeno binóculo podemos ver esta bela nebulosa escura, que é um dos mais extensos objetos do céu.

A cruz formada por Epsilon de Carina, Delta de Vela, Kapa de Vela e Iota de Carina é um dos grupos estelares de fácil identificação, por serem estas estrelas as mais brilhantes da região. Tal grupo é geralmente confundido com o Cruzeiro do Sul, ainda que a sua forma menos perfeita e seu brilho menor o tornem menos notável. A Falsa Cruz, como é conhecido este grupo, fornece um dos meios mais fáceis para a localização de alguns objetos notáveis que podem ser observados ainda que com uma pequena luneta. O braço da Falsa Cruz, ou melhor, a linha que liga Iota e Delta de Vela, permite localizar Omicron de Vela, uma estrela difusa a vista desarmada, mas um belo aglomerado aberto (IC 2391) quando observado com um binóculo. Na região de Epsilon de Carina e Kapa de Vela, próximo a esta última, ao norte, encontra-se outro notável aglomerado aberto (NGC 2925).

Prolongado duas vezes o braço da Falsa Cruz na direção sudeste, encontraremos Teta de Carina, estrela junto à qual está o aglomerado aberto denominado Plêiades Austrais (IC 2602), facilmente perceptível a olho nu. Visto com uma pequena luneta é, porém, um objeto verdadeiramente espetacular: num fundo escuro, formado por nebulosas escuras, destaca-se uma ilhota leitosa composta de estrelas que, por serem muito brilhantes, são chamadas de Diamantes Celestes; destacam-se ai estrelas de diversas colorações, num belo contraste colorido.


O céu em Abril e Maio

Passando pelo meridiano, vemos a constelação zodiacal do Leão. Alfa do Leão (Regulus) é uma estrela branco-azulada, do tipo espectral B e de primeira magnitude, situada a meio grau ao norte da eclíptica. Ela forma, com uma estrela de oitava magnitude, um par muito afastado, que se pode observar com uma luneta. Beta do Leão (Denebola), de segunda magnitude, tem nas suas proximidades inúmeras estrelas, um belo panorama a ser observado com um binóculo. A mais notável dupla deste grupo estelar é Gama do Leão, devido ao contraste de coloração das suas componentes. Este par, de período muito lento (619 anos), é formado por componentes de segunda e terceira magnitude.

Acima do Caranguejo e do Leão está, a leste, Hidra, a Serpente do Mar, constelação que ocupa uma porção do céu apreciável, ao norte e leste do zênite. A estrela mais brilhante do grupo é Alpha Hydrae, também conhecida como Alfard, célebre pela sua coloração amarelada.

Na cauda da Serpente vemos um agrupamento de pequenas estrelas. A estrela variável Gama de Hidra situada entre Psi e Rô de Hidra pode estar, alternadamente, visível e invisível a vista desarmada. Seu brilho varia da quarta para a décima magnitude em 386 dias. A dupla Psi de Hidra é uma estrela amarelada e tem um companheiro azul de fácil observação com ajuda de um binóculo. Existem neste asterismo várias duplas de interesse, visíveis a telescópio de poder separador modesto. Dentre elas podemos citar Epsilon de Hydra, uma tripla cujo par principal é constituído por uma binária de curto período (15 anos).

Na Hydra encontramos também inúmeras nebulosas extragalácticas, uma das quais de fácil localização, a nebulosa planetária NGC 3242, situada ao sul da estrela Mu de Hidra. Visível a olho nu, encontramos nos limites da constelação da Hidra, mais próximo de Zeta de Unicórnio, o aglomerado estelar NGC 2548, descoberto em 1783 por Caroline, irmã do célebre astrônomo Herschel.

Crater, a Taça, e Corvus, o Corvo, seguem-se a Hidra. Estes dois pequenos asterismos quase que não oferecem objetos dignos de observação, além de três galáxias. Duas delas são as galáxias em colisão NGC 4038/39, situadas ao sul da estrela Eta de Taça. A terceira é a nebulosa planetária NGC 4361, situada ao sul, no meio do alinhamento formado pelas estrelas Delta e Gama Corvi.

Seguindo as constelações de Crater e Corvus, iremos encontrar ao sul, o Cruzeiro do Sul, a mais célebre constelação, apesar de ser a menor de todas. Essa constelação, notável pela forma simbólica e pelo brilho das suas componentes, está situada ao lado de inúmeras manchas mais escuras, dentre elas a conhecida nebulosa Saco de Carvão.

O Cruzeiro do Sul é formado pelas estrelas Alfa, Beta, Gama e Delta do Cruzeiro, de primeira magnitude. A estas juntamos uma quinta estrela, Epsilon do Cruzeiro, de terceira magnitude e, habitualmente, denominada Intrusa. As estrelas Alfa, Beta e Delta do Cruzeiro são alaranjadas (espectros M e K). As estrelas Alfa e Gama são estrelas duplas de fácil observação com a ajuda de um pequeno binóculo, sendo que Gama apresenta um esplêndido contraste de cores: uma das componentes é azul e a outra alaranjada. Junto à estrela Kapa do Cruzeiro, encontra-se o aglomerado da Caixa de Joias, célebre em virtude da coloração das estrelas que o compõem.

Do alinhamento das estrelas Beta e Gama do Cruzeiro iremos encontrar, do lado leste, duas brilhantes estrelas, Alfa e Beta do Centauro, que constituem, com as do Cruzeiro do Sul, as formações mais notáveis do nosso céu. A primeira é de cor amarelada e de magnitude zero, enquanto a segunda é de coloração azulada e de primeira magnitude. Alfa do Centauro, a estrela mais próxima de nós, constitui um sistema binário descoberto, em 1689, por Richaud, em Pondichéry. Desde então já foram registradas mais de três voltas da estrela secundária em torno da primeira. O período destas voltas é de 80 anos.

Em 1916 o astrônomo sul-africano de origem holandesa, Innes, descobriu uma estrela de brilho muito fraco (de décima primeira magnitude) próxima do sistema Alfa do Centauro. Verificando que ela se encontrava mais próxima do Sol, resolveu denominá-la Próxima do Centauro.

A constelação do Centauro oferece ao observador um conjunto de nebulosas galácticas extremamente ricas. As regiões mais notáveis para a observação com uma luneta, ou mesmo a vista desarmada, são as de Alfa e Beta do Centauro e do Cruzeiro do Sul, assim como as proximidades da Lambda do Centauro.

Junto a Omega do Centauro encontra-se o mais belo aglomerado globular, facilmente visível a olho nu como uma estrela difusa. Ao telescópio, este aglomerado descoberto por Halley em 1677, constitui o maior, o mais aberto e o mais impressionante aglomerado do céu: o número de estrelas é incontável!


O céu em Junho e Julho

Durante os meses de junho e julho as noites são frias e, frequentemente, muito claras e límpidas, o que torna o céu particularmente favorável às observações astronômicas.

A constelação de Virgem é facilmente localizável por meio da estrela Spica, de primeira magnitude e coloração branca. Virgem é, sobretudo notável pela extraordinária concentração de galáxias, isoladas ou reunidas no aglomerado da Virgem, cuja observação é bastante interessante. Localizado a noroeste de Epsilon de Virgem e, estendendo-se até a constelação de Coma Berenices, o aglomerado contém mais de 2.500 galáxias, situadas à distancia de 20 milhões de anos-luz. Uma observação visual frequente dará ao observador a possibilidade de descobrir uma supernova.

A estrela mais brilhante da constelação, Alfa de Virgem (Spica), é na verdade duas estrelas muito próximas que giram em torno de um centro de gravidade comum, num período de quatro dias. A estrela Gama de Virgem é também uma binária, com um período de 180 dias. Suas componentes são de terceira magnitude.

A norte de Virgem está a constelação de Coma Berenices; é uma das regiões do céu que vale a pena ser observada, mesmo a olho nu.

Mais ao norte está os Cães de Caça. Sua estrela principal é uma das mais belas duplas de fácil observação, com a ajuda de um binóculo. A componente principal é uma gigante azul, de terceira magnitude, cuja companheira está aproximadamente a 20 segundos de uma estrela amarela de magnitude cinco. Nesta constelação encontra-se uma das maravilhas do céu: a galáxia dupla NGC 5194, objeto de fácil observação, longe das cidades e com auxilio de um binóculo.

Ao norte vemos o Boieiro. O mais importante objeto deste asterismo é Arcturus (Alfa do Boieiro), que de fato é a sexta estrela mais brilhante (magnitude 0,2), visível ao telescópio, mesmo à luz do dia. O diâmetro de Arcturus é 26 vezes maior que o do Sol, e sua distância da Terra, relativamente pequena, é de cerca de 40 anos-luz.

A constelação do Boieiro contém inúmeras estrelas duplas: Epsilon Bootis, com um dos componentes amarelo e o outro azul e Psi Bootis, formada de duas estrelas azuis de quarta e quinta magnitude, são os melhores exemplos.

A constelação de Libra constitui uma zona de transição entre o campo de nebulosas extragalácticas de Virgem e os ricos aglomerados estelares de Escorpião. As suas três estrelas principais, Alfa, Beta e Tau de Libra, formam com Gama de Libra, um losango fácil de reconhecer no céu, sobre o alinhamento da Espiga (Alpha Virginis) e Antares (Alpha Scorpii).

Próximo ao zênite, a oeste, encontramos a constelação do Escorpião. A norte vemos as garras do Escorpião, formada pelas estrelas de terceira magnitude Beta, Delta e Pi do Escorpião. A supergigante vermelha Antares, de primeira magnitude, está acompanhada de estrelas de terceira magnitude que formam o corpo desta figura de fácil reconhecimento. Mais ao sul, a calda curvada do Escorpião é constituída por oito estrelas, sendo três de segunda magnitude (Epsilon, Teta, e Lambda Scorpii) e cinco de terceira magnitude (Mu, Eta, Iota, Kappa, e Upsilon Scorpii). Munido de um binóculo, esta região propicia uma grande quantidade de espetáculos celestes.

O objeto mais notável é a binária Antares, cujo nome, que significa “rival de Marte”, se deve à sua coloração avermelhada. Seriam necessários pelo menos 700 sóis para produzir uma radiação tão possante como a da supergigante Antares. O seu brilho leva quase 173 anos-luz para atingir a Terra. Antares tem um companheiro azul-esverdeado de sexta magnitude, de difícil observação, em virtude do seu brilho fraco em relação à estrela principal, mas que, visto ao telescópio, constitui um belíssimo espetáculo.

Ao estremo norte de Escorpião vemos a bela estrela dupla Beta Scorpii. Na realidade, trata-se de um sistema múltiplo formado por quatro estrelas.

A constelação do Escorpião é muito rica em aglomerados. Dois deles são visíveis a olho nu: os aglomerados Messier 6 e Messier 7, que se localizam na calda do Escorpião. O primeiro, no alinhamento das estrelas Eta e Lambda do Escorpião, é visto como uma nuvem clara, mas que toma a forma de uma borboleta quando observado com a ajuda de um binóculo. Mais ao sul deste aglomerado, próximo a Tau do Escorpião, está Messier 7, parecendo a vista desarmada uma extensa mancha esbranquiçada. Ao telescópio podemos distinguir mais de uma centena de estrelas que se destacam num fundo cintilante.

A leste do Centauro, no alinhamento entre Antares e as Guardas (Alpha e Beta Centauri), vemos a constelação do Lobo, asterismo notável pela abundância de estrelas de terceira e quarta magnitude. A olho nu ou com um binóculo veremos numerosos objetos, dentre os quais a estrela dupla Epsilon do Lobo, com as suas componentes coloridas de amarelo e azul, e o belo aglomerado circular, o NGC 5822, situado a oeste da estrela Zeta do Lobo.


O céu em Agosto e Setembro

No horizonte norte, próximo ao meridiano, vemos a constelação de Hércules, onde se encontra o ápex, ponto imaginário para o qual se desloca o sistema solar. Nesta direção viajamos à velocidade de 20 quilômetros por segundo, percorrendo quase dois milhões de quilômetros por dia. Não devemos confundir este movimento do Sol em relação às estrelas mais próximas com a revolução do sistema solar em torno do centro da Galáxia, que se efetua à velocidade de 250 quilômetros por segundo.

O objeto mais notável, em Hércules, é o aglomerado globular Messier 13, situado quase ao meio do alinhamento formado por Eta e Zeta de Hércules. Facilmente visível a olho nu, este aglomerado é constituído por mais de 500.000 estrelas.

Mais ao norte, abaixo de Hércules, está a constelação de Lira. Alfa da Lira, mais conhecida como Vega pela sua coloração branca (espectro A) e sua magnitude zero, tem o aspecto de um verdadeiro diamante celeste. Sua distância é de 26 anos-luz. Na constelação da Lira encontra-se a mais bela nebulosa planetária – a nebulosa Anular da Lira, que se encontra a meio caminho entre as estrelas Gama e Beta da Lira.

A constelação de Ofiúco aparece ao norte, próximo ao zênite. Apesar de constituir um extenso asterismo, não apresenta nenhum objeto de grande interesse para o observador. O objeto mais notável apesar do seu brilho fraco, é a Estrela de Barnard, cujo movimento próprio é o mais rápido que se conhece. Em um ano ela se desloca no céu dez segundos de arco, ou seja, em 188 anos o seu deslocamento equivale ao diâmetro da Lua cheia. Situada nas vizinhanças de Beta de Ofiúco, apresenta-se como uma estrela alaranjada, vista com um binóculo poderoso.

Cygnus, o Cisne, é uma das constelações do Hemisfério Norte mais fáceis de se reconhecer. As suas principais estrelas Alfa, Beta, Delta e Epsilon do Cisne formam, com Gama do Cisne uma extensa e nítida cruz, na intersecção dos braços. Nas nossas latitudes, entretanto, este grupo é visto muito baixo, próximo ao horizonte norte, como uma grande cruz invertida. Entretanto, a estrela Beta do Cisne está situada mais ao alto e pode ser observada nas noites límpidas. Uma pequena luneta irá subdividi-la em duas belas estrelas, uma amarelada e outra azulada, separadas por cerca de 34 segundos de arco.

O Cisne é uma constelação rica em agrupamentos estelares a serem observados com binóculos e lunetas e grande luminosidade. Uma noite límpida é essencial para a pesquisa das nebulosas difusas, o que é impossível nas cidades iluminadas. São de difícil observação mesmo nas regiões privilegiadas. É importante não esquecer que uma luneta de pequena abertura e curta distância focal pode fazer mais sucesso que um instrumento potente. Ao norte de Deneb (Alfa do Cisne) e próximo de Psi do Cisne vemos o aglomerado Messier 39, facilmente visível a olho nu. Uma das mais belas nebulosas, a NGC 6960/95 revela-se semelhante a um véu de noiva, donde vem o seu nome, Véu do Cisne; situa-se ao norte de Zeta do Cisne.

Ao longo do equador celeste encontramos, depois de Ofiúco, a constelação de Águia. Esta constelação é notável pela brilhante estrela de primeira magnitude Altair (Alpha Aquilae). Tal estrela, uma das nossas vizinhas, está a 16 anos-luz do Sol, é fácil de distinguir, quer pelo seu brilho, quer pelas duas estrelas que estão ao seu lado, uma ao norte, Gama da Águia, e outra a sudeste, Beta da Águia. A cerca de um grau ao norte de Gama da Águia está a binária Pi da Águia, que é um excelente teste para instrumentos de 10 centímetros de abertura. A constelação da Águia está numa rica região da Via láctea, e será interessante aos amadores, mesmo com auxilio de um binóculo, pesquisar a região próxima a Lambda da Águia.

Pouco ao norte da Águia está o asterismo Delphinus, o Delfim. Deste agrupamento o objeto mais interessante é Gamma Delphini, uma bela binária composta de estrelas de quarta e quinta magnitude e que distam 11 segundos uma da outra. O que se observa de mais notável neste sistema, ao alcance de qualquer pequena luneta, é a diversidade de coloração dos seus componentes, segundo alguns observadores, amarelo e azul-esverdeado.

Em Capricórnio, a décima constelação do zodíaco, distinguem-se sobretudo duas estrelas mais brilhantes, Alpha e Beta Capricorni. Com um binóculo veremos que as duas são separáveis e formam um belo espetáculo. Entretanto, convém lembrar que constituem “estrelas duplas óticas”, isto é, são duas estrelas próximas por efeito de perspectiva, ou melhor ainda, são estrelas na mesma linha de visão. Próximo a Zeta do Capricórnio iremos encontrar o mais importante aglomerado deste asterismo, Messier 30.

A leste está Aquário, a décima primeira constelação do zodíaco, onde encontramos inúmeras binárias acessíveis aos instrumentos de pequeno porte. Dentre elas podemos citar Tau do Aquário que, ao lado de Lambda e Delta de Aquário, constitui um belo sistema com componente colorido de branco e vermelho. Neste asterismo vamos encontrar, ao norte de Beta de Aquário, o aglomerado Messier 2, uma das maravilhas desta constelação.

Na constelação de Sagitário, encontramos uma riqueza extraordinária de aglomerados e nebulosas. Todas elas tão célebres que possuem nomes próprios, tais como Trifida, Lagoa e Omega.

Nesta constelação encontra-se o centro galáctico. Encontramos aí o núcleo da Galáxia. Se não fossem as nuvens de poeira interestelar, que absorvem o brilho, o núcleo galáctico seria, após o Sol e a Lua, o objeto mais brilhante do céu. Neste grupo existe um grande número de estrelas duplas, a maioria delas bastante próximas, de modo que só podem ser separadas com um instrumento de potência média. Citaremos os pares: Beta do Sagitário e Gama do Sagitário, que constituem, ambas, uma dupla ótica, visível a olho nu. Beta do Sagitário, vista com ajuda de um binóculo, separa-se em duas componentes de quarta e sétima magnitude e de coloração amarela e azulada. Em noite clara é interessante pesquisar com um binóculo toda esta constelação.

Um extraordinário aglomerado, visível a olho nu, situado a cinco graus oeste e um pouco ao norte de Lambda do Sagitário é a Nebulosa da Lagoa (Messier 8), que tem como companheira, um pouco ao norte, uma das mais belas nebulosas, a Trífida.

Entre as estrelas Gama e Mu do Sagitário encontramos dois aglomerados visíveis a olho nu. O mais próximo de Gama do Sagitário, ao sul, é o aglomerado aberto e a nebulosa galáctica Messier 26, interessante de observar mesmo com um modesto instrumento. Ao norte de Mu do Sagitário vemos a Nebulosa Ferradura (Horse-shoe nebula).

Entre as estrelas Zeta e Alfa do Sagitário encontramos um pequeno e homogêneo grupo de estrelas em forma de semicírculo, denominado Coroa Austral.


O céu em Outubro e Novembro

Vemos, a sudoeste, a constelação do PavãoA estrela principal deste asterismo é a Oculus Pavonis, o Olho do Pavão, como a denominou Halley.  Alfa do Pavão é uma bela estrela de segunda magnitude e de classe espectral B e, portanto de temperatura elevada.

A maior parte dos objetos desta constelação é difícil de observar, principalmente as nebulosas e os aglomerados.

Há na constelação do Grou, próximo de Alfa do Grou, uma bela nebulosa extragaláctica, de aspecto espiral, a NGC 7213. No alinhamento das estrelas Gama do Grou e Beta do Grou, vamos encontrar dois pares visíveis olho nu: Mu do Grou e Delta do Grou.

Entre as constelações do Pavão e do Grou vemos o notável asterismo Indus, o Índio. As duas mais brilhantes estrelas desta constelação, Alfa e Beta do Índio são de bela coloração amarelada, pertencendo à classe espectral K. A estrela dupla Teta do Índio é o único objeto que os astrônomos amadores, que possuam instrumento de média potência, devem procurar observar, em virtude da coloração amarelada e esverdeada das suas componentes.

Próximo ao zênite vemos a constelação do Peixe Austral, fácil de identificar pela estrela de primeira magnitude, e coloração branca (classe espectral A), Fomalhaut (Alpha Piscis Austrini) distante de nós 23 anos-luz. Fomalhaut, o Olho do Peixe Austral, é uma das estrelas tornadas famosas pela sua utilidade na orientação dos navegantes; nos dias de hoje é utilizada como ponto de referência pelos astronautas, em suas viagens ao espaço. O objeto mais notável deste agrupamento é a binária Beta do Peixe Austral, que tem um companheiro azulado de sétima magnitude a cerca de 30 segundos de arco da estrela principal, de quarta magnitude.

Nestes meses podemos ver a mais extensa de todas as constelações, Eridanus, o Rio, que se estende desde o meridiano até o horizonte leste. Eridanus é facilmente reconhecível se localizarmos, primeiro, a sua estrela principal, Achernar (Alpha Eridani), nome árabe que significa "a foz do rio". Nas proximidades de Achernar o campo é muito rico. Ao sul, um par afastado constitui uma bela estrela dupla. Ao norte uma estrela solitária, de cor amarelada, é objeto de interesse especial, pois vista através de uma modesta luneta revela-nos duas estrelas amareladas de sexta magnitude, que formam um sistema binário. Tal sistema, denominado Pi do Erídano, é, dentre os orbitais, um dos mais próximos de nós, pois está situado a 20 anos-luz, possuindo um período igual a 251 anos.  Outra estrela dupla notável deste asterismo é Teta do Erídano, que todos os observadores concordam em classificar dentre as mais belas do céu austral.

No horizonte norte, vemos a constelação de Andrômeda, de difícil observação em nossas latitudes. Apresenta a mais bela nebulosa espiral do céu. Andrômeda (Messier 31) pode ser observada a vista desarmada como uma fraca nebulosidade um pouco a oeste da estrela Nu de Andrômeda. Ao telescópio, apresenta-se como um objeto de forma oval; sua natureza é semelhante à da nossa Galáxia. Nela estão situados milhões e milhões de estrelas de magnitude semelhante à do nosso Sol.

Gama de Andrômeda, binária notável pelo contraste de cores dos seus componentes, um azul e outro verde, é, na realidade, um sistema triplo.

A leste de Andrômeda, encontramos Pégaso, que se identifica pelas quatro estrelas de segunda magnitude que formam o quadrado de Pégaso. Com efeito, somente três destas estrelas pertencem a este asterismo. São elas Alfa, Beta e Gama do Pégaso, pois a quarta é Alfa de Andrômeda. Pi de Andrômeda é uma estrela dupla visível a olho nu.

A constelação do Tucano possui três estrelas de terceira magnitude que lhe caracterizam a forma de um triângulo. A estrela principal, Alfa do Tucano, de coloração alaranjada, não é de fácil identificação; podemos localizá-la procurando-a entre Alfa do Pavão e Alfa do Erídano, a 15 graus de Alfa e Beta do Grou. Gama do Tucano é uma bela estrela de cor azulada. Beta do Tucano é uma dupla quando observada com um binóculo; seus componentes são de quarta magnitude e uma pequena luneta nos mostrará um outro componente de quinta magnitude.

O mais belo aglomerado globular do céu, depois de Ômega do Centauro, está na constelação de Tucano, visível a olho nu, como uma estrela de quinta magnitude. Este aglomerado, denominado Xi do Tucano, está situado a oeste da Pequena Nuvem de Magalhães, no meio da linha que liga Beta de Tucano a Beta da Hidra.  Visto ao telescópio, Xi do Tucano aparece como uma massa circular e compacta de estrelas; apenas em sua periferia podemos observar mais de uma centena.

A Pequena Nuvem de Magalhães é, como a Grande Nuvem, uma galáxia muito próxima à nossa (de 200.000 a 250.000 anos-luz). A Pequena Nuvem ultrapassa em brilho a nebulosa de Andrômeda. Estando próximas do polo celeste sul, só são vistas nas latitudes sul.

A leste do equador celeste, próximo ao zênite, encontraremos a constelação da Baleia.  Como todas as constelações de grande extensão, a Baleia oferece uma amostragem de objetos variados, dentre eles duas variáveis notáveis: Mira Ceti e UV Ceti. Mira Ceti, representa o tipo de variável de longo período e grande variação de brilho. Vai da segunda à décima magnitude num período de aproximadamente 330 dias.  A Maravilha da Baleia é uma supergigante "fria" (temperatura de 2.600º no máximo e 1.900º no mínimo). Sua densidade é fraca, e sua massa é quatro ou cinco vezes a do Sol, enquanto o seu diâmetro, variável, é de 400 vezes o do Sol. A sua localização, no período do máximo brilho, é fácil: a oeste de Delta da Baleia, no alinhamento desta com Alfa da Baleia.

 
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