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ASTEROIDES, METEOROIDES E METEORITOS

Asteroides são objetos rochosos e metálicos que orbitam o Sol mas são pequenos demais para serem considerados planetas. São conhecidos por planetas menores. A dimensão dos asteroides varia desde Ceres, que tem um diâmetro de cerca de 1.000 km, até à dimensão de pequenas pedras. Dezesseis asteroides têm um diâmetro de 240 km ou mais. Foram descobertos desde o interior da órbita da Terra até além da órbita de Saturno. Muitos, porém, estão dentro de uma cinturão que existe entre as órbitas de Marte e de Júpiter. Alguns atravessam a órbita da Terra e já atingiram a superfície em tempos remotos. Um dos exemplos mais bem conservados é a Cratera de Barringer, perto de Winslow, Arizona, EUA.

A foto acima é da Cratera Barringer [Daniel Moreau Barringer (1860-1929), que demonstrou que a cratera era devido ao impacto de um meteorito], no Arizona, tem 1,2 km de diâmetro e 50 mil anos.

Os asteroides são feitos de material deixado desde a formação do sistema solar. Uma teoria sugere que são os restos de um planeta que foi destruído numa colisão massiva ocorrida há muito tempo. Mais provavelmente, os asteroides são matéria que nunca se uniu para formar um planeta. De fato, se juntasse a massa total estimada de todos os asteroides num único objeto, ele teria menos de 1.500 quilômetros de diâmetro, menos de metade do diâmetro da nossa Lua.

Muito do nosso conhecimento sobre os asteroides vem do exame das rochas e dos fragmentos do espaço que caem na superfície da Terra. Os asteroides que estão numa rota de colisão com a Terra são chamados meteoroides. Quando um meteoroide atinge a nossa atmosfera em alta velocidade, a fricção provoca a incineração desta porção de matéria espacial, provocando um raio de luz conhecido por meteoro. Se um meteoroide não arde completamente, o que resta atinge a superfície da Terra e é chamado um meteorito.

Mais de 9.000 asteroides têm órbitas bem determinadas. Eles orbitam o Sol aproximadamente na mesma direção dos planetas (de oeste para leste) e a maioria no mesmo plano. Existem aproximadamente 2.000 asteroides com diâmetro maior de 1 km, que se aproximam da Terra, colidindo com uma taxa de aproximadamente 1 a cada 1 milhão de anos. Dois ou três novos são descobertos por ano e suas órbitas são muitas vezes instáveis, devido a interações gravitacionais com os vários corpos (planetas e asteroides).

Duas vezes no século XX grandes objetos colidiram com a Terra. Em 30 de junho de 1908, um asteroide ou cometa de aproximadamente 100 mil toneladas explodiu na atmosfera perto do Rio Tunguska, na Sibéria, derrubando milhares de km2 de árvores e matando muitos animais. O asteroide, rochoso, explodiu no ar e somente pequenos pedaços, incrustados nas árvores, foram encontrados. Simulações indicam que o asteroide deveria ter 30 a 60 metros de diâmetro e energia equivalente a 15 Mton TNT, uma bomba de hidrogênio. Várias testemunhas viram quando o meteorito explodiu no ar.

O segundo impacto ocorreu em 12 de fevereiro de 1947, na cadeia de montanhas Sikhote-Alin, perto de Vladivostok, também na Sibéria. O impacto, causado por um asteroide de ferro-níquel de aproximadamente 100 toneladas que se rompeu no ar, foi visto por centenas de pessoas e deixou mais de 106 crateras, com tamanhos de até 28 m de diâmetro e 6 metros de profundidade. Mais de 28 toneladas em 9.000 meteoritos metálicos foram recuperados. O maior pedaço pesa 1.745 quilos.

Em 18 de janeiro de 2000, um meteoro explodiu sobre o território de Yukon, no Canadá, gerando uma bola de fogo brilhante detectada por satélites de defesa e também por sismógrafos. A energia liberada foi da ordem de 2 a 3 kton TNT. Denominado Tagish Lake, em referência ao local da queda, foi recuperado um pedaço de 850 g do meteoro que deve ter tido 200 toneladas e 5 m de diâmetro.

A extinção dos dinossauros, 65 milhões de anos atrás, é consistente com um impacto de um asteroide ou cometa de mais de 10 km de diâmetro, que abriu uma cratera de 200 km de diâmetro perto de Chicxulub, na península de Yucatan, no México. O impacto liberou uma energia equivalente a 5 bilhões de bombas atômicas como a usada sobre Hiroshima em 1945. A proposta de que a grande extinção de organismos terrestres e marinhos, vertebrados e invertebrados que ocorreu há 65 milhões de anos (transição do período Cretáceo para o Terciário) tem origem num grande impacto é do físico americano Luis Walter Alvarez (1911-1988), ganhador do prêmio Nobel em 1968 por seus estudos de partículas subatômicas, e seu filho Walter L. Alvarez (1940-), geólogo americano, que notaram que a extinção se deu por alterações climáticas que atingiram toda a Terra, com um esfriamento na superfície e pela existência de uma fina camada de argila com uma alta taxa de irídio (um metal raro, similar à platina), com uma concentração 30 vezes maior do que a média de 0,3 partes por bilhão, em mais de cem partes do globo nesta época, consistente com uma grande nuvem de pó que se espalhou por todo o planeta, cobrindo a luz do Sol. Com a queda da fotossíntese, as plantas morreriam e os dinossauros morreriam por falta de alimentos. Um evento similar poderia ser uma grande explosão vulcânica, mas isto não explicaria a deposição de irídio, nem a existência da cratera de Chicxulub. Irídio é encontrado no interior da Terra, mas os asteroides são mais ricos em irídio do que a crosta da Terra.

As sondas espaciais que passaram pelo cinturão de asteroides descobriram que os asteroides estão separados à grandes distâncias. Antes de 1991, a única informação obtida dos asteroides era de observações terrestres. Em Outubro de 1991, o asteroide  951 Gaspra foi visitado pela sonda Galileo e tornou-se o primeiro asteroide a ter fotos em alta resolução. Em Agosto de 1993 a Galileo aproximou-se do asteroide 243 Ida. Este foi o segundo asteroide a ser visitado por sondas espaciais. Tanto Gaspra como Ida estão classificados como asteroides do tipo S compostos por silicatos ricos em metais.

Em 27 de Junho de 1997 a sonda NEAR aproximou-se do asteroide 253 Mathilde. Este encontro deu aos cientistas a primeira imagem de um asteroide do tipo C rico em carbono. Esta visita foi única porque a NEAR não estava preparada para encontros em voo. NEAR é uma sonda destinada ao asteroide Eros em Janeiro de 1999.

Alguns asteroides notáveis são Toutatis, Castalia, Geographos e Vesta. Os astrônomos estudaram Toutatis, Geographos e Castalia utilizando radar de Terra durante as maiores aproximações ao nosso planeta. Vesta foi observado pelo Telescópio Espacial Hubble.

Asteroides próximos à Terra

Alguns asteroides têm órbitas próximas da Terra e portanto têm maior chance de colidir com a Terra. A maioria têm uma probabilidade de 0,5% de colidir com a Terra no próximo um milhão de anos. O número total de asteroides maiores que 1 km é da ordem de 1.000 a 2.000, que corresponde a uma probabilidade de 1% de colisão no próximo milênio. A atmosfera da Terra não oferece proteção para objetos maiores que 100 m de diâmetro.

 
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